Sumida

Sei não. Uns diziam que havia piorado, mas do quê? De sua dor fingida? Acho que não! Desconfio até que a pobre era frígida. Sei não. Alguns cogitavam sua morte Será? Ora, que infortúnia sorte a da estranha menina! Mas, sei não. Só deve ter seguido a composição línea Que tecia sua vida esquina após esquina… Bar após bar Chão após chão Sei não. Só a vi saindo às escuras, já sem coração. __ Uma semaninha sumida daqui: trabalhos e provas e gripe, muita gripe. Mas estou voltando … voltando … :D

Related Posts

Miniconto 10* - Estresse

Na odiosa padaria: o homem estralou os dedos, depois conseguiu trincá-los e em seguida os mutilou em sua máquina de trabalho: o cortador de frios.

Read More

Status Quo

Acaso me queira, segundas, às oito ou oito e quinze, estarei na estação. Entre a primeira e segunda porta do vagão da frente, onde o sol poetiza a periferia. Às terças, mais ou menos vinte e duas horas, vou atravessar o farol da Rua Padre Adelino com a Avenida Álvaro Ramos, guiada pela lua mutante, fixamente perdida em pensamentos não-ditos. Às quartas, treze ou treze e dez, cruzarei algum ponto entre a Japão e a Antônio Felício, conversando com duas, três ou quatro mulheres entre risos pré-gastronômicos, que num lapso de hora transformam-se em tristeza anafada. Quintas, às dezoito, meus pés apressados alcançarão a Avenida São Gabriel, contando vantagem de ligeirice entre os carros no trânsito, a caminho de alguém pago para me compreender. Às sextas não me encontro. Sábado, nem toco. Domingo, domingo.

Read More

MIniconto 98 * - Ao mestre, com amor.

Confesso que minha melhor qualidade é a maior parte de mim que odeia você.

Read More