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Você conhece o Profeta Gentileza?
Quase ninguém sabe, mas existiu um homem brasileiro que profetizava gentileza. E de graça! Não, não tem nada a ver com Inri Christi. ( ¬¬) Sim, ele provavelmente era maluco. Deixou de lado a administração de uma empresa de distribuição e, depois de ter ouvido uma “mensagem divina”, ajudou vítimas de um circo que pegou fogo em Niterói - RJ e saiu por aí falando de harmonia e amor.Vai entender! Conheci o cara numa música da Marisa Monte, “Gentileza” ( para ver no youtube, clique aqui), e quando percebi… já estava envolvida na história dele.
Read MoreMiniconto 49* - Falsa Privacidade
— Nem acredito! Você não toma banho há dois dias! Pedrinho engoliu a bronca da mãe, agradecendo ser por celular. Do outro lado da linha, todos no elevador riam do menino.
Read MoreMiniconto 48* - Ferramentas
Tinha três ferramentas que gostava muito: a almofada, a esposa e a filha da vizinha. A vantagem é que elas ficavam bem silenciosas enquanto ele fazia o serviço.
Read MoreMiniconto 47* - Antes do choro
Na margem do rio Piedra, ele sentou … e bebeu. A água não era limpa, mas naquela época de seca, até urina era milagre.
Read MoreMiniconto 46* - Cautela
Queria um homem que fosse tanto generoso quanto cauteloso, o suficiente pra não deixar marcas visíveis depois de uma noite masoquista.
Read MoreO que realmente importa?
Apesar do título aparentemente “polêmico” o poema abaixo não trata de nada político, também não diria que social. Na verdade, não sei do que o poema abaixo se trata, já que foi escrito em 10 minutos numa sala de aula muito barulhenta. Eu tinha 16 anos e estava realmente entediada com a aula, aí peguei um papel qualquer e fui “telepatiando” o que vinha na cabeça. Saiu isso aí. ______ O que realmente importa? A beleza meio morta? Ela entra em sua porta? Ela chove na sua horta? O que realmente importa? A paixão incandescente? O que o seu coração sente? Quem você quer de presente? O que realmente importa? Você está apaixonado? Pela vida ou por um lado? Só o lado comentado … Quem te invade a porta? A beleza de não ser morta? A alegria mórbida? O conformismo importa? O que é ser belo? O cabelo? O camelo? Seu espelho te reconhece? Me confessa a sua prece! O pé feio Nariz no meio Da cara murcha Parece a Xuxa Cara de bruxa! A Keka A Cuca A Luka “To nem aí!” O que realmente importa? Você não me suporta? Eu passo na sua porta? Eu nasço na sua horta? Cara de cú Bunda de cara Torta na cara! A cara torta … O que realmente importa? O meu conceito? O seu direito? Você não gosta? Cianureto.
Read MoreMiniconto 45* - Advogar
O louco talvez pudesse dizer que estava brincando de Lobo Mau, se não estivesse comendo a Chapéuzinho ao invés da vovó na hora do flagrante.
Read MoreMiniconto 44* - Reconhecimento
Depois de muito orar, refletir e clamar, a freira decidiu: 02 de novembro, dia de conhecer a Deus pessoalmente.
Read MoreMiniconto 43* - Lucrocular
Tinha sempre o colírio consigo. Problema nenhum com a visão, é que a mesada sempre aumentava quando ela o usava.
Read MoreO que a gente faz?
E quando a gente fica assim, como se diz? sentimental demais? Não, eu devo ser menos poética: e quando a gente fica assim..idiota? Sim sim … aqueles velhos sintomas: escutar a mesma música melódica por horas seguidas (que te faz chorar no refrão), tentar escrever algo que alivie o que você sente (na esperança de que alguém leia e sinta o mínimo de compaixão por você [ohh, que triste!]), ou só ficar de olhos fechados olhando pro escuro psicodélico.. forçando releases dos momentos mais marcantes da sua vida. E quando a gente fica assim …idiota? O que a gente faz?Esquecemos o conteúdo intelectual que temos e fazemos joguinhos com as palavras e dizemos nas entrelinhas o que (obviamente) só nós iremos entender? E quando a gente fica assim, idiota, pra quem a gente escreve, Idiota? Talvez eu tenha descoberto a utilidade de uma personalidade dupla: suportar a agonia, desesperança e ilusão de nós mesmos, nesses dias que a gente fica assim..idiota. Quem fica? Idiota! Você fica. Você quem? Eu? Quem de mim sou eu? Quem de mim sou eu AGORA? No final das contas, o diálogo entre eu e eu mesma não é apenas um monólogo? Sozinha … Nem o maior romancista do universo poderia considerar esse texto uma discussão filosófica. Até o mais ignorante dos seres identifica aqui, nessas linhas tortas e inelegíveis, o que é (foi e vai ser) a maior frustração humana. Afinal, quem não ama? Wergeland, Novalis e Goethe me entenderiam. Estou certa de que mais do que qualquer um dos meus “Eus”.
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