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Miniconto 83* - Destino?
Quase 13 anos depois do primeiro beijo, a espera pelo casamento terminou no dia 1º de Abril. Ninguém dentro da igreja conseguia consolá-la.
Read MoreMiniconto 82* - Comunicado
Era o comentarista mais assíduo do blog da namorada, até o dia em que ela postou o pequeno texto com o título “Finalmente, estou solteira”.
Read MoreMiniconto 81* - Por que não eu ?
Depois de muitos anos sofrendo com a castidade, aceitou ser qualquer uma, já que esse era o único jeito pelo qual ele poderia desejá-la.
Read MoreMáquina de charme
Estava se achando.
A blusinha colada no corpo, com aqueles detalhes rendados que levavam qualquer olhar até seu colo, sem espaço, coitado, de tanto os seios pularem.
Read MoreMiniconto ... - Oito ou 80*
Pelo amor ou pela dor… — Deixa para a gente tentar amanhã de novo, por favor!
Read MoreMiniconto 79* - Passando a borracha
Trancou toda a casa e incendiou tudo que lembrava a ex-mulher, inclusive o filho, pelo qual lamentou até o último minuto antes de atirar na própria boca.
Read MoreSua filha que se chama Ideia
Li um post no twitter hoje: “como concretizar a criatividade?”, e fiquei me perguntando como pode uma pergunta que está na sua cabeça há dias ser proferida pela boca – no caso, pela timeline – de outra pessoa? Putsgrila, quando você acha que tem a ideia mais incrível do universo (alguém acha isso?), um santo criativo vai lá e pimba! Transforma a sua genialidade em uma cópia muxuruca. Às vezes, eu acho mesmo que, assim como as ondas sonoras estão passando por nós sem que possamos vê-las, os pensamentos também trafegam pelo ar e – para o azar de muitos publicitários, por exemplo – entram na cabeça de alguém alheio, ou pior: alguém do seu lado. Ok, você vai pensar que isso que eu estou dizendo é uma viajem (mais que as das ondas sonoras), que eu provavelmente bebi antes de escrever esse post, ou coisa assim. Bingo! Para a primeira hipótese. Dizem que viajar faz bem. Pois então, o que eu quero dizer com esse blá blá blá não é blá blá blá: nesse mundo com tantas cabeças pensantes, é importante que sejamos como nossa mãe assim que nos deu à luz: saiu contando para todo o universo que tinha criado algo novo. Imagina se ela tivesse escondido a novidade? Que graça teríamos nós? Saca qual é?**Uma ideia é como um filho: tem que ser posto para fora de qualquer jeito.**Esconder uma ideia é ir contra a natureza humana. Viu como é filosófico? Mas não é para ser filosófico, é para ser prático. Escrevo isso não só para todos que lerão esse post algum dia, mas também para mim mesma, que – como qualquer criativo – sempre estou grávida. E, muitas vezes, parto uns bichos esquisitos, feinhos, tipo E.T. mesmo. E, enquanto o meu lado anjinho diz “Assume que o filho é teu”, o diabinho cutuca “Isso não serve para nada”. Serve. Sempre serve. Mesmo que só para lotar a lixeira do seu PC.A única serventia que tem uma ideia guardada, é ser agonia de não ter dito nada. #etenhodito __________ Gessica Borges é publicitária em formação, leitora por vocação, escritora em construção e criativa em constante contradição: tem um montão de idéias guardadas.
Read MoreMiniconto 78* - Buquê eterno
Diariamente sentava-se ali, com as flores firmemente presas aos braços, esperando que qualquer mulher que se chamasse Luana Cervantes da Rocha pudesse aceitá-las.
Read MoreMiniconto 77* - Fone do Paraguay
Esgoelava-se o dia inteiro num ambiente de trabalho sujo e pequeno. Consolava-o fato de que em 3 semanas estaria aposentado e livre daquele pavilhão.
Read MoreMiniconto 76* - Fantoche do amor
Nas costas, a única coisa que a prendia ao seu amado: os cordões de controle da marionete.
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