Miniconto D - Dor do Parto
- Gessica Borges
- Minicontos , Minicontos de a z
- December 3, 2009
— Duda do Diabo! — ? — Desceu só depois de dez dedos de dilatação!
— Duda do Diabo! — ? — Desceu só depois de dez dedos de dilatação!
Se tinha uma coisa que Júlia não suportava, era pedir dinheiro ao seu padrasto. Ele a adorava e fazia tudo por ela. Ela só falava com ele aos gritos, descarregando no coitado suas frustrações e desesperos inventados. Um dia precisou dele, mas foi esperta: A enteada do Gerente de Comunicação daquele banco, na sessão de empréstimos, com um ar superior: - Preciso de R$10.000,00 para pagar em 15 vezes, sem juros, ainda hoje. O Gerente de Contas espantado com a ousadia da garota: -Isso não será possível , o seu limite de empréstimos está realmente muito abaixo do que a senhora necessita e não abrimos exceções sob hipótese alguma. Uma ligação : - Pai, preciso de R$10.00,00 pra hoje e o imprestável Gerente de Contas desse banco não quer liberar o empréstimo só porque o meu limite é menor do que eu preciso. Danem-se os limites! Eu preciso disso agora. O Gerente de Comunicação, assustado com a irritação da enteada preferida, assume uma voz grave e pede que ela passe o telefone para o homem à sua frente: Uma frase. -Eu impedi que o escândalo do desvio de dinheiro que o senhor fez se espalhasse. É a hora da retribuição. … Naquele dia, a garota saiu do prédio aos pulos pensando: Com aquele vestido novo combinado com a jóia daquela loja, por onde eu passar na festa, se jogarão aos meus pés. Quero só ver se ele não volta pra mim. = Você já chegou a contar quantas vezes se comunica com algo, ou alguém durante o dia? Desde decodificar as letras no jornal até a última palavra antes de dormir? A comunicação está em tudo, todo o tempo, é tão importante que pode ser “confundida com a própria vida.”¹
Read MoreUm dia, eis que acharei um canto para a dor, Há de haver um porto para tanto amor Que me traz você, assim…faceiro. Você, que me mata aos poucos de fervor e agonia Esgotando-me num suor frio e delirante Percorrendo meu corpo com essas mãos macias Braços sadios, pernas falantes. Esse sussurrar de poesias, Com um sorriso quente, que derrete a alma. Ah, um dia, hei de respirar essa sua calma Tão segura de si. Um dia, hei de te abraçar sem estremecer Hei de te olhar sem enrubescer Poderei falar, sem falhar, que te amei. Ah! Um dia, Emanciparei dessa fantasia.
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