Miniconto 26* - Positividade

A pobreza o fez cavalheiro: abria a porta do passageiro a todos que andavam no velho carro, com a maçaneta que não existia pelo lado de dentro.

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Verão

Verão. Dia ócio e frio… estranho? Pois sim, ela acordou cega. Sem o seu mais precioso sentido, passou a ignorar todas as outras coisas. Não falava, não chorava, não sentia quando tocada, nem mesmo sorria enquanto abraçada. Sentia-se traída pela vida, por não ter o que julgava seu destino… ficava enraivecida todo o tempo…não compreendia a razão de tanta ilusão e isolamento, mas estava convencida de que não se importava com isso. Não se arrependia de nada, não considerava soluções para nenhum problema, nem mesmo cedia à vontade de voltar atrás. “O que os olhos não vêem, o coração não sente” ? Ótimo, vida eterna à sua cegueira. Estava certa de uma coisa: aquele ordinário acontecimento a qual todos cediam não lhe ocorreria mais, a paixão era uma palavra riscada de seu, ora tão rico, vocabulário. Das coisas que só o coração poderia entender, tornar-se-ia ignorante, rendida à cega frieza da ociosidade em que se encontrava. Estranho, era verão.

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Miniconto 21* - O Sensível

Lutou contra a ditadura por muitos anos, sobreviveu. Na primeira exposição de seus quadros, ora polêmicos, sofreu um infarto e morreu.

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Miniconto 114* - Declaração de amor 2.0

A luz forte do celular brilha e eu sei que, mais uma vez, é você que vem clarear a minha soturna madrugada.

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