Miniconto 168* - Lamento

Despejava todos os dias eu seu trono privado a realeza que nunca usufruiu na vida pública.

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Sou

Resgatando mais um poema da poeira nos meus papéis … _ Nada mais que a importância Dessa insignificância Que recobre o meu ser Sou o não entender nada Disso que vive em mim Essa pele que reveste Este corpo que me assola Nessa mente que vigora No espírito que outrora Não foi de ninguém Esse rosto que abriga Esses olhos que envoltam Essa íris distorcida Dessa visão distinta Do nada que nunca foi Essas mãos desesperadas Nessa busca retratada Nesses versos sufocantes Essas voltas tão errantes Que descobrem-se amantes Da matéria esquisita: Eu. Sou o que fui, e o que serei Mas nunca o que já sou Nesse contrato vitalício Dessa mutante arte de redescobrir-me É que se encaixa a minha existência Essa sou. Escrito em 15/07/2008 ( 14:58pm)

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:D

Um dia desses aí Desses tristes Sem fim Sem nada pra fazer Eu digitei no PC Dois pontos e D E o cursor sorriu pra mim. F

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Miniconto 47* - Antes do choro

Na margem do rio Piedra, ele sentou … e bebeu. A água não era limpa, mas naquela época de seca, até urina era milagre.

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