Miniconto 161* - Maria

Ela gostava do Dr. Marcelo e aquela pompa toda, mas nada como o Zené que, quando ela passeava pelo bairro com aquela minissaia, falava com o pescoço levantado:

— Vem ni mim, nêga, que hoji eu num tô prá zuêra, não!

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Miniconto 136* - O que não sai

Sinto o toque, não me volto.

Suas mãos permanecem em meu voto

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MIniconto 100*- Sem o' clock

Teve uma ideia para o miniconto n° 100, e foi alimentando-a com todo cuidado e carinho até TRRRRRIIIIIMMMMMMM!!!!!

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Agora ela era bixo

Agora ela era bixo, pode? Aquela menina magricela do cabelo de bombril que, por artimanhas com a diretoria da escola (era o que diziam) foi jogada na 2º série do Fundamental, quase sem passar pela primeira. Coitada! Vieram os apelidos. - Aêêê, “primeira série”! Sabe soletrar a palavra BOCHECHUDA sem errar? Ela não sabia. Mas acabou aprendendo, pela força do hábito. Agora ela era bixo, pode? Aquela estranha que se vestia da cabeça aos pés de vermelho, sentava na primeira carteira, de cara com a professora e mesmo assim falava pelos cotovelos. Na reunião bimestral de pais era sempre a mesma coisa: - Ela tem ótimas notas, só precisa calar a boca. Ela não calou. Força do hábito. Agora ela era bixo, pode ? Aquela vizinha esquisita, não brincava com as garotas da mesma idade, vivia em casa, trancada à chave, o que gostava fazia lá dentro? Ninguém sabe. - Oxem,tinha era se entrosar, parece até bicho do mato! Ela não se entrosou. Eles estavam certos. Força do hábito? Agora ela era bixo.

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