Miniconto 147* - Aspiração

Acompanhava a morte do sol todas as tardes com veemente empatia.

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Despedida

A árvore começa o ritual de exalação O grilos tritinam Intercalando com os ratos no telhado Minha solidão dorme ao meu lado na cama É nossa última noite. Amanhã deixo ela. Deixo ela, o cobertor frio e a carta. Não volto nem com reza brava.

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Diário de um golpe

Aqui onde A mulher preta tampa O rosto, a cor, a alma Com base branca Onde são quatro Os filhos da moça Dois descalços Dois sem touca Na cinza manhã fria O orelhão ainda é Uma ponte pra Bahia Aqui onde Sente como uma mocinha! Preto não sai da linha Que a senhora tricota Com o cerne entristecido Aqui onde O homem vende espetinho Alheio aos direitos dos bichos E dos humanos O chicote estrala na viela O soco cala a boca dela Eles invadem Sem mandado, sem sequela E eu sou livre Para cobiçar o pulo Da plataforma de ferro acobreado Aqui onde todo dia é 64 E nada está nos trilhos.

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Miniconto 75* - Duendes

Não acreditava em duendes do amor até o dia em que se apaixonou por um anão.

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