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Diário de um golpe

Aqui onde
A mulher preta tampa
O rosto, a cor, a alma
Com base branca
Onde são quatro
Os filhos da moça
Dois descalços
Dois sem touca
Na cinza manhã fria
O orelhão ainda é
Uma ponte pra Bahia
Aqui onde
Sente como uma mocinha!
Preto não sai da linha
Que a senhora tricota
Com o cerne entristecido
Aqui onde
O homem vende espetinho
Alheio aos direitos dos bichos
E dos humanos
O chicote estrala na viela
O soco cala a boca dela
Eles invadem
Sem mandado, sem sequela
E eu sou livre
Para cobiçar o pulo
Da plataforma de ferro acobreado
Aqui onde todo dia é 64
E nada está nos trilhos.

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Status Quo

Acaso me queira, segundas, às oito ou oito e quinze, estarei na estação. Entre a primeira e segunda porta do vagão da frente, onde o sol poetiza a periferia.

Às terças, mais ou menos vinte e duas horas, vou atravessar o farol da Rua Padre Adelino com a Avenida Álvaro Ramos, guiada pela lua mutante, fixamente perdida em pensamentos não-ditos.

Às quartas, treze ou treze e dez, cruzarei algum ponto entre a Japão e a Antônio Felício, conversando com duas, três ou quatro mulheres entre risos pré-gastronômicos, que num lapso de hora transformam-se em tristeza anafada.

Quintas, às dezoito, meus pés apressados alcançarão a Avenida São Gabriel, contando vantagem de ligeirice entre os carros no trânsito, a caminho de alguém pago para me compreender.

Às sextas não me encontro.
Sábado, nem toco.
Domingo, domingo.

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Eu não quero mais ser uma garota rock n’ roll

Eu sabia que não era a pessoa mais legítima do mundo quando tinha quinze anos.

Pudera, meus looks da escola eram um carnaval de estilos: peças floridas, camiseta de rock com jeans e coturno, calça pink com camiseta nerd. No dia que eu apareci com short e tênis de skatista e boné no cabelo, um amigo levantou as sobrancelhas e me disse: quem é você e o que fez com a minha amiga?!

Eu juro que não sabia a resposta.

Ansiosa por fazer parte, como (acho) é natural da idade, eu não me encontrava em lugar nenhum e pulei de galho em galho em busca do rótulo de autenticidade que, claro, não podia ser dado a mim por nenhum dos grupos que pertenci, senão por mim mesma.

Nessa época, um milagre (cof cof) chamado rock n’ roll aconteceu na minha vida, e eu até achei que tinha achado o meu lugar. A maior parte do grupinho da escola era roqueiro, incluindo a minha melhor amiga e o garoto por quem me apaixonei. Comprei coturno, uns trecos com spike, umas camisetas. Baixei uns CDs, pesquisei no Google sobre Metallica, Kiss, System of a Down. Fui ao show do Evanescence e até pendurei pôster do Slipknot e Green Day no meu quarto.

Foi bem louco.

Eu não sabia de verdade o que essas bandas significavam, não conhecia nem 50% do repertório de nenhuma delas (com exceção, talvez, de SOAD) e também não era uma fã inveterada. Mas integrar a roda e manter uma aparência ~diferentona~ era tão importante, que eu sustentei um disfarce, curtindo aqui e ali os nuances dele.

Os shows foram ótimos, eu chorei inúmeras vezes com “Beth”, “Always” e outras tantas. E, claro, escuto muitas bandas até hoje.

E daí que esses dias vi um cara no trem. Aparentava uns 40 anos, estava todo de preto, com camiseta do Iron Maiden. Eu me recordei nele e achei ridículo. Lembrei de quando eu achava que seria “roqueira” pra sempre, de quando eu achava superimportante afirmar uma identidade única, um estilo próprio, característico e marcante, porque seria ruim demais imaginar que eu “não tinha uma personalidade forte”. Muitas vezes, “personalidade forte” é um eufemismo para intolerância, preconceito e egoísmo. Faz o tipo de gente que sustenta o discurso “me ama ou me odeie” sem o menor senso de empatia.

Muita coisa mudou em dez anos.

Ter doado o coturno (que custou metade do meu salário na época!) foi um ato simbólico de quando eu caí na realidade que eu não precisava sustentar estilo nenhum, muito menos um que me representava tão pouco. Quando li o texto do Fred Di Giacomo sobre como o rock “nos fez ter vergonha da nossa cultura, dos nossos cabelos e dos nossos sotaques” foi ao mesmo tempo um orgasmo e um tapa na cara.

Todas os meus ídolos roqueiros eram brancos. Todas as roqueiras que eu admirava, idem. Isso ferrou com o meu amor-próprio de uma forma tão natural (ou melhor, estrutural) que óbvio, como a lógica racista pede, eu sabia, eu sa-bia, que nunca ia ser tão cool, atraente e bonita quanto aquelas pessoas. Simplesmente porque, não tem jeito (?!), todo mundo acha e sempre vai achar cabelão, rosto fino e pele de porcelana mais legal, não é?

NÃO É. NÃO TEM QUE SER.

Um som originalmente negro (diz aí, Chuck Berry!) que foi embranquecido, tornou-se conservador e arrogante, fechado num grupo chato de pseudo-elite-pseudo-intelectual. Aqui no Brasil ainda mais, com a questão da língua intrínseca. Que máximo saber cantar/falar inglês, quando a realidade é que apenas 5% dos brasileiros têm fluência na língua, né? NÃO É. No contexto em que vivemos, ninguém deveria ter vergonha de não compreender inglês. Essa vergonha tem muito de complexo de vira-lata.

Não me importar mais em me afirmar uma garota rock n’ roll para mim também significa a liberdade de ser a boa merda que eu quiser. A liberdade de conhecer outros sons que negligenciei por causa do rock, por causa da maldita baixa autoestima, insegurança e etc. que, claro, é irmã da adolescência, mas mais que isso: é filha primogênita do racismo.

Hoje eu escuto uma música como “To be Young, Gifted and Black” interpretada pela fucking Nina Simone e me sinto REPRESENTADA. Aquilo sim é sobre mim! É sobre os meus anseios como mulher negra! É sobre como muitos de nós [negros] nos sentimos. E foi uma preta maravilhosa que trouxe isso ao mundo, não é incrível? É.

A importância da representatividade até então, para mim, estava dissimulada de necessidade de pertencimento. Como e para quê pertencer a um grupo que não te representa? Obviamente, este é um processo totalmente ligado à formação de identidade e, por isso, leva tempo. Mas eu ainda vejo pessoas adultas numa luta ingrata por afirmação, por pertencimento, sem refletir sobre o que realmente condiz com a sua personalidade, origens, trajetória de vida, luta.

Se desligar de estereótipos vai além de liberdade, é também sobre empoderamento. É dizer para si mesmo (e para quem quiser ouvir): eu não quero me encaixar e apenas fazer parte, eu quero SER parte, quero sentir.

Eu não quero ser uma história única. (Thanks, Chimamanda.)

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Sobre a Dona Rute

Essa mulher de braços abertos é minha mãe, Dona Rute.

Nesse feriado do dia 07, ela escolheu a morte, porque a independência já não era possível.

Vinda lá de Santo Estevão, na Bahia, contava que na infância era farinha, água, feijão e muito sol na cabeça nos dias de roça.

A gente nunca vai saber como é isso.

Daí, no final da adolescência, a moça veio pra nossa terra prometida: mais uma das milhares de pretas arrumando a casa, as roupas, os filhos e um pouco da vida de gente que tinha dinheiro. Ela enriqueceu várias famílias.

Na época, o dia inteirinho era tomado pelo trabalho e o tempo dentro da condução para chegar da casa da patroa até o extremo sul da cidade.

“E o colchão de dormir era uma pedra”, ela dizia.

A gente nunca vai saber como é isso.

Mas a preta, além de valente, tinha uma vontade de viver e espalhar vida que, olha: era de dar gosto.

Eu soube que ela andava toda emperiquitada na praça, vestia roupa de patroa e uma peruca linda. Para as crianças da família, era tipo a Xuxa.

Numa dessas se engraçou com um baiano de Vitória da Conquista.

Reparem nesse nome: Vitória. Da Conquista.

Era pra ser isso o casamento, né? Não foi muito, não. Mas tudo bem, vieram “dois filhos lindos e PREfeitos”, ela dizia.

Eu fui a raspinha de tacho. Quando descobriu, ela já tinha 43 anos, e eu, cinco meses de vida.

Naquela época, ela era a tia do café no Cel Lep. Uma escola de línguas onde “Tinha ingrês, francêis e portuguêis”, ela dizia.

Como é que se diz café em inglês, mãe?
— Cófi.
E chá?
— Ti.
E açúcar?
— Xuga.

E caía na gargalhada.

Engraçado como esses momentos são clássicos que eu sei que não vou esquecer nunca.

Só tenho flashs de como foi a vida dela antes de eu vir ao mundo, mas, considerando as bebedeiras desde que eu era pequena, acho que não foi fácil.

Ainda assim, ela era marcante pela gargalhada e as histórias que faziam qualquer um rir.

“Nóis nunca viu Rute triste”, disseram na oração do velório.

Eu lembrei de “Maria, Maria”, interpretada pela Elis Regina. Acho que a música foi inspirada nela.

A gente ainda morava de aluguel lá no Parque Alto quando eu era pequena. Não lembro do cômodo, mas soube que teve uma época que ela deu abrigo pra um bando de irmãos. Cozinhava, passava e lavava pra todo mundo.

Não conhecia o significado da palavra machismo. Pra ela, era só bondade e amor ao próximo mesmo.

Desconfio que a gente não sabe muito bem o que é isso.

Sabe que só veio reclamar de uns anos pra cá?

“Eu cuidei de toda aquela gente e hoje ninguém vem me visitar”, ela dizia.

É de dar raiva, né? Mas ela também me ensinou uma coisa que é bem maior que isso: fazer o bem e não olhar a quem.

Ô coisa linda para se aprender, viu? Quando a gente pratica isso, o coração ilumina. Igualzinho quando eu ouvia o portão de casa abrir tarde da noite e corria para abraçá-la. Sempre tinha bolacha ou um chocolatinho na bolsa.

Enquanto eu crescia, rolou um montão de coisas difíceis em casa. Teve droga, hostilidade, solidão, desamor.

Ela afogou muita mágoa no álcool e queimou muita dor no cigarro. A luta diária seguia. E ela também, à frente de tudo, “tocando o barco” e sempre buscando melhoria onde dava.

Comprou um terreno. Construiu uma casa pra gente.

“Eu acendia a luz todo dia e me perguntava: será que isso é meu mesmo?”, ela dizia.

Hoje em dia a gente não se deslumbra com quase nada.

A escada foi feita à mão com a ajuda da minha madrinha. Sem nenhuma lição de engenharia, claro, pois ela só sabia escrever o próprio nome.

Quem é que podia estudar quando tinha que trazer o de comer pra casa?

E aquele montão de dívida pra pagar, que ela fazia questão de honrar uma por uma, afinal, “coisa mais bonita é você andar limpo da praça”.

Obrigada por mais uma lição, Dona Rute.

Teve muito arroz com feijão e bife aqui em casa, e mais um montão de comida que só ela sabia temperar de um jeito que fazia qualquer um repetir.

Isso eu não aprendi, que burrice a minha.

De uns quinze anos pra cá, depois de muita casa limpa, roupa lavada e passada com perfeição, filhos de patrão criados com educação, noites mal dormidas de preocupação, ajuda até a quem ela não tinha nenhuma ligação, vieram coisas muito boas também.

Eu cresci, parei de reclamar que só tinha um tênis e, aos quinze, comecei a trabalhar para comprar minhas coisas. Até me formei num negócio que ela não sabia para que servia (“comé que é mesmo, fia? publi, publi-ci-dade?”), mas tinha muito orgulho.

Meu irmão parou de dar trabalho e deu o maior presente que ela poderia ganhar: Kadu, que virou o xodó da vó e pelo qual ela soltava os sorrisos e choros mais sinceros. Ano passado veio até o Dudu, “coisa fofa da vó”, responsável pela alegria geral da casa.

A gente não era de conversar muito, mas se ela soubesse o tanto que aprendi apenas observando a sua luta, saberia que foi a minha melhor amiga anônima.

Vieram os últimos anos. Um AVC, uma prisão chamada cadeira de rodas, e a alegria se esvaindo aos poucos.

Quando vovó Baza morreu, há dois anos e meio, ela começou a contar sua própria hora também.

“Se Deus quiser logo, logo, eu vou pra perto de mamãe”, ela dizia.

A gente não esperava pela internação de nove meses. Uma feridinha no pé, uma pneumonia, DPOC, meses na UTI.

Um dia o médico me disse: “olha, é um caso muito complicado, a gente não espera muita coisa”.

E quando ela acordou: “a equipe inteira não acredita na força da sua mãe”.

É difícil acreditar mesmo.

Foi difícil pra mim. Questionei fé, destino, eu mesma, os outros.

Conheci a raiva absurda de ver alguém amado impossibilitado de fazer o que gosta.

Mas mesmo lá no hospital, ela fez amizades, provocou muitas risadas e virou o xodó da enfermaria, com seu “au au” brincalhão espalhado pelos corredores.

“Au au” era o seu “poxa, vida!” que servia para qualquer situação.

Foram 247 dias de luta até ela ir embora na última segunda.

E, nossa: como tá doendo!

Mas eu sei que tem muita lembrança feliz para, eventualmente, encobrir a dor e raiva latente. A saudade fica. Pra sempre.

Muita gente veio se despedir: os patrões, as amigas, primos de todo o canto, os seis irmãos, gente que foi acolhida e de alguma forma tocada por esse tal de ser Dona Rute.

Eu não sou lá muito mística, mas aquele sol abrindo depois de tanta chuva logo depois do último adeus pareceu uma poesia natural saudando a guerreira.

Eu aprendi tanto com a história da minha mãe, que precisava forçar a memória e contar um pouco do que lembro. Assim, quem sabe, ela faça alguma diferença para quem está lendo também.

Dona / tia / prima / irmã / amiga / mamãe Rute abriu os braços para muita gente em sua jornada. Provocou mudanças eternizadas pelas lágrimas de todo aquele povo em comboio atrás das flores, e de tantos outros que não puderam estar lá.

A vida não é isso? Uma colagem de pessoas que a gente toca e coisas que a gente transforma.

A colagem dela é a melhor que eu já vi até agora.

Au au, mamãe, muito obrigada.

Missão cumprida.

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Minha Transiçao Política Capilar

Eu não comecei a alisar o meu cabelo porque queria ter o cabelo liso. Eu nunca achei o cabelo liso mais bonito que cabelo cacheado, nem quando eu era criança, nem adolescente, nem agora.

Isso é algo importante sobre a minha história capilar: eu era pirralha, mas tinha noção da minha cor de pele e tinha noção que meus cachos, de certa forma, me identificavam como pessoa.

Daí, quando eu comecei ir pra escola aos 7 anos, aconteceu uma mágica!

Uma mágica chamada “ensino fundamental de uma escola de periferia onde cabelo crespo é cabelo ruim”.

Isso, aliado ao fato de eu ter uma fada madrinha cabeleireira que me incentivou a começar o relaxamento pra “amaciar”, foi o start da minha vida quimicada.

Eu relaxei o cabelo a primeira vez (era isso que o produto, Hair Life, dizia – creme de relaxamento) porque era muito, muito difícil penteá-lo de manhã antes de ir pra escola. Como outras garotas de cabelo crespo, eu também não gostava dele muito cheio e muito menos do aspecto seco. O relaxamento soltava os cachos, facilitava o pentear e controlava o volume.

#tudocomportado

Se eu soubesse o trabalhão que ia dar pra retomar a minha textura natural – 12 anos depois de relaxar pela primeira vez – não teria aceitado a sugestão da minha madrinha. Mas naquela época ninguém (ou pouca gente) falava de negritude, de liberdade, de Black Power como moda (eca ¬¬), nem nenhum dos “incentivos” que hoje existem para que mulheres de todo tipo libertem-se dos padrões e descubram sua identidade, origem e beleza real (que, vale dizer, não deve ser ditada por ninguém).

Mesmo com o cabelo “bonito” (lê-se: com cachos perfeitinhos, outra merda que domina a cabeça das cacheadas, com o perdão do trocadilho), eu ainda usava muito ele preso, porque tinha vergonha do volume.

Meu penteado favorito. Sorry, amiguinhas 🙁

Depois dos 15/16 anos, comecei a admirar cabelos cacheados com volume. Eu via mulheres com black ou com o cabelão volumoso na rua e pensava: essa tem atitude. Aí comecei a tomar coragem pra usar o meu solto mais vezes também, e isso foi muito importante para o desfecho dessa história.

Colagem Transição 2

#vemnimimvolume

Eu até gostava do meu cabelo na adolescência. Tinha minhas brigas com ele, mas em geral gostava de como a química moldava os cachos e raramente tive problemas de ressecamento, queda e essas coisas. Ainda assim, o tratamento era chato e maldoso.

Eu comecei perto dos 10, parei aos 23. Era uma dependência química das bravas e, grazadeus, há algum tempo ,inspirada por uma amiga que também se livrou da química e por blogs de cacheadas não-anônimas (alguns links no final do post), comecei a minha saga ao resgate da minha identidade capilar (e étnica também).

Eu devo ter feito chapinha/escova umas 10 vezes nesses 13 anos (acho muito artificial, mas às vezes queria “uma cara diferente”, pff.), mas uma coisa eu digo: é chato. Dói. Queima. E, definitivamente, não é “mais fácil do que manter os cachos” como muitas meninas que alisam dizem. E, não, NÃO É PRECISO SOFRER PRA FICAR BONITA.

A pergunta que foi decisiva para eu tomar a decisão de entrar na transição foi: como é mesmo o meu cabelo natural?

Aí eu comecei a cortar e bingo: comecei a ouvir merda.

DSC01597

Primeiro corte rumo ao BC em Mar/2014

— Nossa, mas seu cabelo era tão lindo!

— Que você tá fazendo no seu cabelo?

— Por que você cortou tão curto?

— Depois de velha decidiu ter o cabelo ruim. (pasmem! :o)

— Mas você não passa nada pra controlar o volume?

— Nossa, mas na raiz ele é bem ruinzinho, né?

— Faz progressiva só pra soltar a raiz. (queria soltar minha mão na tua cara ¬¬)

— É moda agora usar assim, né? (NÃO, NÃO É! E você pode entender porque aqui)

São algumas das coisas que eu ouço de fevereiro de 2014 pra cá. Isso, plus olhares tortos, plus uma completa ignorância da importância do processo pra mim e outras garotas crespas/cacheadas, plus a minha própria insegurança e bingo: #tátendodificuldade, mas eu tenho certeza que vale a pena.

— Mas você é maluquinha mesmo!

Sou nada.

Maluquice é sofrer por, gastar por e ostentar um identidade que nunca será sua.

Maluquice é permanecer refém da sociedade medíocre, opressora e racista, que continua dizendo – e é só fazer o teste do pescoço para confirmar – que nosso cabelo crespo/cacheado é feio e ruim.

Maluquice é não curtir a chuva, ter vergonha do cabelo na praia/piscina, submeter-se àquele processo cruel e fedorento da progressiva.

O que eu estou fazendo é deixando de ser maluca e indo ao encontro, apaixonado e sincero, da minha FELICINDENTIDADE. =D

Update: Escrevi esse post antes de fazer o big chop, mas aí está meu cabelinho 3 meses depois do BC (que fiz na Clínica dos Cachos em SP e pretendo escrever sobre depois ;P)

Ge2015

O negócio tá começando a ficar BOM \o/

Links de blogs/canais que me ajudaram a chegar aqui:

http://blogueirasnegras.org/

http://cacheia.com/

http://www.rayzanicacio.com/

https://www.youtube.com/user/blzinterior

https://www.youtube.com/user/veganmariii

Estado

Volta

24

Os olhos dela estão arroxeados

A gaze na boca reflete a morbidez do quarto de UTI

Ela não responde, o pulmão muito menos

Ao sair de lá, ajeito o meu black power recém-assumido no espelho, como se não tivesse morrendo por dentro

24

Mesmo ofegante eu entendo o que ela pede

“Ai ai ai”

“ Me dá..”

O que, mãe?

“Vida.”

23

O ano passa tão rápido que a minha memória não tem tempo de fotografar tudo

Era o amor da minha vida ali atrás?

Era um trabalho apenas para pagar as contas ali na frente?

Era a cadeira de rodas dela emperrando ali no meio?

Era eu em algum momento?

22

Ufa!Formada.

A vida mais cada vez mais bagunçada

Só conheço o significado de três palavras:

Inércia

Angústia

Desespero

Que esse 13 acabe logo

Espero…

21

Último ano da faculdade

Aí, no ano que vem…

Mas esse ano,

AVC.

Ai.

Traição.

Ai.

TCC.

Ai.

Subo no palco do auditório com o grupo para receber o prêmio pelo trabalho. De novo: orgulho de quem eu sou?

20

Eu trabalho para uma instituição que lucra 5 bi/ano enganando pessoas e acredito que o meu TCC mudará minha vida.

19

Alô?

Oi, tia.

Não, foi mais uma convulsão.

Não sei, tia. Tô esperando o médico.

Não, não vou trabalhar hoje. Sei lá… invento uma desculpa.

18

Eu choro descontroladamente ao ganhar a bolsa

Publicidade.

De graça.

Caraca, isso vai mudar a minha vida.

Ninguém da minha família entende o orgulho.

o.v.e.l.h.a.n.e.g.r.a.

17

Adolescência, que merda.

16

Uma semana de namoro e, nossa, eu sou a garota mais feliz do mundo.

Ele diz que é apaixonado pela minha melhor amiga.

Dá pra morrer de amor?

Foco no trabalho e resto só Deus sabe.

15

Ele é o cara mais inteligente que eu já conheci. Tô apaixonada. A gente conversa sobre nanotecnologia enquanto o sereno cai e eu viajo olhando as luzes do posto de gasolina. Como será beijar um cara?

Começo a escutar rock n’ roll.

A paraninfa da turma me entrega troféu de melhor aluna do curso e eu sei que aquele é o começo da minha carreira brilhante.

14

Passo pelo dedo pela lista e meu coração dispara porque não estou entre as Jéssicas.

Ah, calma, são 3 letras pra cima.

Gessica. Correia. Borges.

Eu começo a chorar porque vou começar um curso que pode resultar no meu primeiro emprego e, quem sabe, orgulhar pra valer a minha família.

13

Álcool e outras drogas correm pelas veias do meu pai, mãe e irmão. Acho que o efeito é mais forte em mim do que neles.

12

Minha mãe não foi trabalhar hoje. Eu finjo que ela não está dormindo totalmente bêbada no quarto enquanto eu e meus amigos fazemos trabalho na sala.

Minha madrinha passa uma química no meu cabelo pra ficar mais fácil de pentear. Eu sinto menos vergonha dele agora.

11

Primeiro dia na nova escola. Não tenho uma roupa nova pra ir. Na entrada, todo mundo olha estranho pra minha calça peluda e meu cabelo crespo com chiquinhas.

Levanto a mão toda hora pra responder as perguntas da professora e, bingo, acharam a CDF da sala.

10

Na última reunião do ano, a professora diz que eu estou a frente dos colegas e jura que darei muito certo.

Mamãe está bêbada e desvia o assunto.

09

Os dois não param de gritar.

“Sua ordinária, filha da puta”

‘Seu vagabundo descarado”

Eu tento gritar mais alto pedindo pra eles pararem. Ninguém me escuta nessa casa. Subo pra laje pra chorar sozinha.

08

Ela não conseguiu levantar pra ir à primeira reunião do ano na escola e eu encontro camisinhas na mala do meu pai, mas eles já não estão juntos há anos.

07

Uns caras vieram aqui no portão hoje cobrar os cheques sem fundo que meu irmão passou pra usar droga.

Minha mãe me carrega pela mão pelas ruas do bairro, acho que está procurando ele, mas não entendo direito.

07

Primeiro mês da primeira série e a professora me transfere pra segunda série, porque eu acabo as tarefas muito rápido e durmo o resto da aula.

Na sala, um menino branco me alopra todos os dias: pela minha idade, pela minha cor, pelo meu cabelo desgrenhado, pelos meus dentes tortos e orelha de abano. Ainda bem que eu achei um canto pra ficar sozinha às vezes.

A escola não tem uniforme, mas eu tenho. É a única roupa nova do ano.

06

Fizeram uma festinha de aniversário pra mim. Na hora do parabéns eu escondo o rosto pra chorar porque tô com vergonha dos meus pais, que estão muito bêbados.

05

Ele me parou no corredor e me abraçou de um jeito estranho. Senti sua mão correr por uma parte que eu sabia que não era permitida e saí correndo. Nunca vou falar disso com ninguém.

04

Minha mãe tá me carregando pelo colo e andando apressado em direção à avenida escura. Acho que meu pai chegou louco em casa.

03

02

01

0

44 anos? Grávida?

Rute, Rute … você precisa parar de fumar.

Essa menina já é um milagre.

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~ALERTA DE TEXTÃO~ Não, eu não tenho Facebook.

— Como assim você não tem Facebook?

Assim. Não tendo. Não querendo. Não gostando.

Obviamente, não decidi isso do nada. Por uns dois ou três anos estive exatamente como o resto da humanidade: logada naquela página horas por dia, passeando por perfis do primo-da-vizinha-da-menina-que-tem-uma-amiga-que-estuda-comigo.

Não era legal. O tempo passava e aquele monte de fotos, status, blá blá blá de pessoas desesperadas por se autoafirmarem esquerdistas, niilistas, patriotas, revoltadas, #focoforçaefé e etc. começou a minar minha capacidade de discernimento.

De repente eu estava julgando todo mundo em silêncio.

Daí eu caí na real sobre como aquilo ali, uma simples (sorry, Mark) página de internet, alterava absurdamente o comportamento das pessoas.

“Você viu quem a Juana tá namorando? Ela postou ontem uma foto.”
“Pelo que o Juão têm postado no Face, tá mesmo querendo emagrecer”

“Postar” virou sinônimo de “existir”. E eu me assustei como quanto eu me engrenei nessa rede. Não era (nem sou) do tipo polêmica, mas nos bastidores eu corria por perfis, páginas, comentários, fotos de pessoas as quais não tinha o menor vínculo e nem, supostamente, interesse.

Ué, mas a ideia não é essa? Conhecer gente diferente?

Hmmmmm, é, mahomeno. Mas quantas pessoas diferentes a gente realmente CONHECE no Face?

Não falo de adicionar e falar no chat por um dia, ou fuçar o perfil até dar dor nas costas. Eu falo sobre conhecer. De verdade. Fazer realmente um amigo.

Eu realmente acredito em fazer amizades e conhecer gente pela internet (namoro um carioca por causa disso, yay o/), mas percebo que esse objetivo não é nem de longe um dos mais visados por lá.

Assim como outras (e maybe, qualquer) rede social, o Facebook é um lugar de aparências.

Aí partimos para os 3 motivos práticos pelos quais eu não tenho Facebook:

1) O Facebook é um bicho malvado que engole as pessoas.

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Você entra pra ver se tem alguma atualização na sua página. Uma hora depois e você está lendo/vendo/procrastinando com, como minha mãe diria, necas de pitibiribas. Nem adianta mentir e se enganar, é assim mesmo.

2) O Facebook afasta as pessoas.

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Simples: no ano que eu saí do Facebook, apenas um, UM amigo lembrou do meu aniversário. Dos 300 e poucos que eu tinha por lá. =D Não é só questão de recalque.

Se você não curte o post/foto ou sei lá mais o quê de alguém, isto é motivo pra estranhamentos e climas esquisitos.

Qual foi a última vez que você viu aquele amigo do Face que você vive dizendo “a gente precisa se ver! Que saudade!”? Não vale mentir.

3) O Facebook tem funcionalidades não-funcionais att all e um algoritmo malvado que te faz de idiota pois lidera as suas leituras. 

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Você pode montar um álbum pra cada cerveja que tomar no bar com amigos (e eu nem bebo).

Pode escrever um texto de 63.206 caracteres (!) para falar que odeia a Dilma (por isso adoro o Twitter e os singelos 140 ♥).

Pode (e acho essa função tão tosca que nem sei como comentar) dizer através de um texto pré-determinado que “está se sentindo/triste/feliz/sozinho/o raio que o parta”.

ISSO É SUCKS TOTAL.

Além disso, mesmo tendo anunciado uma “otimização” do algoritmo afim de aumentar a qualidade do conteúdo compartilhado na rede, na prática, tudo que eu escuto de amigos que tem Facebook se resume a: 1 não tem nada de interessante 2 tô de saco cheio daquela timeline 3 só não saio pra não perder contato com a família.

Então, né?

— Nossa, mas uma publicitária sem Facebook?

A única coisa que perco não estando lá é mais chance de autopromoção. Qualquer novidade da rede enquanto ferramenta eu posso acompanhar nos sites que já costumo visitar sobre mídias sociais e afins. Pronto. Tá resolvido.

Uma coisa que é importante: esse texto não é exatamente anti-Facebook. Só achei que, como aqui é um blog pessoal, seria importante registrar esse momento histórico da minha vida, onde sou parte uma extradigirrestre 😉

E viva à liberdade!

Update 30.06.2015: Tive que voltar para o FB para gerenciar a página do novo emprego, Deus me ajude 🙁

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Instavida

instavida

Daí a gente muda o filtro e a vida fica mais bacana.

É como aquela foto não-tão-boa-assim que você tirou, ficou em dúvida se valia postar no Instagram, mas quando postou, com um toque de Earlybird, teve gente pra caramba curtindo.

O filtro, no caso, da vida, pode ser um objetivo novo, um romance, a cor do cabelo, ou a combinação de tudo isso.

Se for a combinação de tudo isso, as chances são que você transpareça confiança e então ganhe mais coraçõezinhos. Se for uma coisa só, também é ótimo, basta usar as hashtags certas e voilà!

As hashtags, no caso, da vida, são as coisas as quais você dá prioridade. Se forem coisas #materiais e #físicas, as chances são que acabem mais rápido, mas não tem problema, você pode ostentar e ser feliz enquanto dura.

Se forem coisas #espirituais e #abstratas, pode ser que as pessoas não entendam, nem valorizem, nem apoiem, mas também não tem problema, internamente você continuará feliz e o melhor: isso ninguém bloqueia.

O importante é escolher um bom filtro.

Pode demorar um tempo, daí você vai se sentir perdido, inerte e meio inútil, mas – de novo  – não tem problema: quando você olhar sua imagem final vai saber que valeu a pena.

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O meu 2009 e que 2010 seja 10 (?!)

Todo ano é a mesma coisa: fim de ano, renovação, e blá blá blá vida nova .. Ei! Vida nova? A minha já tem 19 anos!!! *suspiro*

Ano passado não teve o último post do ano, porque o blog ainda não fez aniversário, mas esse ano aqui estou eu, escrevendo o que vai aparecer como último da lista nas “postagens de 2009.”

Chamo esse post de “Os 3”. Primeiro porque 3 é um número cabalístico (666), e depois porque listarei a seguir 3 coisas de cada coisa que marcou, para mim, o ano de 2009.

 Nada abaixo é crítica, certo? Já disse que não tenho o dom pra discriminar o que é ou não bom pra humanidade. Até porque, já dizia a minha mãe, gosto é que nem ahnn .. umbigo, cada um tem o seu 😉

 (isso soa bem diplomático, e é pra soar mesmo (Y))

MÚSICA

And the Oscar goes to …

 Ninguém, porque (já disse, caramba!) isso não é uma crítica. Além do mais, cada momento pede uma música, né? Pois é.

 Destaco entre as marcantes “Paciência” do Lenine e Dudu Falcão.

UAU.

A letra me pegou de jeito, porque paciência é uma virtude para poucos, que eu tive que praticar MUITO esse ano.

Paciência pra não abrir a boca

Pra esperar a próxima hora, mês, nota.

Paciência pra lidar com as expectativas (minhas e de todos)

Paciência pra não mandar pra aquele lugar o meu vizinho que resolveu fazer Festa Sertaneja quase todos os sábados do ano. hehe

Ainda com música, tivemos o lançamento do novo CD do 30 Seconds to Mars, uma banda pela qual eu sou apaixonadamente fascinada.

Aliás, “This is War” já está nas lojas de todo o Brasil! … e também nos sites de downloads de sua preferência 😉

E o eletrizante CD “Death Magnetic” do Metallica? PQP, não foram poucas as vezes que eu gritei Cyanide até ficar com dor de cabeça . Foda, foda mesmo. Nem preciso dizer que é imperdível pra quem gosta de Metal, né? Preciso? Tá, então, PORRA! É IMPERDÍVEL!

Já foram 3. E eu nem falei de Rammstein, Kiss, e Diana Krall- Live in Rio (é isso mesmo!).

E … e .. e… bom, gente que ama música tentando escolher “prediletas” é complicado u.u

FILMES

Complicou ainda mais …

God, acho que vou desistir de listar “Os 3”.

(tic tac tic tac tic tac tic tac)

Pronto, desisti.

Mas não posso deixar de falar da minha excitação com Watchmen (tive ataques de prazer na sala do cinema com a excelência com que o Zack Snyder tratou a história Zack, sou sua fã, beijomeliga!

Como uma fã que se preze, também tive crises (não tão prazerosas assim) com Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Apesar dos pesares (com exceção do 3º filme da série, todos os outros excluíram uma parte que, para mim, era crucial pra qualidade da película), eu gosto da direção do David Yates, ele é sombrio e ousado, o que traz pros filmes uma áurea mais “adulta”, por assim dizer.

Bastardos Inglórios (Quentim, meu amor!), Inimigos Públicos, O Lutador, Up.

Felicíssimos filmes, que me deixaram extremamente satisfeita xD

E – notícia de última hora – um gadget será adicionado ali do ladinho na tela, listando os filmes que eu vi (e lembrei de ter visto) esse ano. Isso significa que: por algum motivo eles marcaram. A legenda é:

¬¬ Aff

:S Chatinho / Clichê demais / Perdi meu tempo

🙂 É bom, ein?!

XD ADOREI! (esses vocês podem tomar como indicação, se ainda não conhecerem)

Há alguns já velhinhos, que eu só conheci agora 😛

Segredo: eu guardo praticamente todos os tickets de cinema, por isso lembrei da maioria deles 😀

Avatar? Pô, Avatar é legal. E nada mais que isso. A maior colagem de clichês que eu já vi na vida, uma colcha de retalhos absurdamente comum. Que pena.

E o que eu disse no twitter, repito aqui: O comercial da Centauro em 3D que passa antes de começar, ficou melhor que o 3D do filme todo :S

Não posso negar que o filme tem um visual lindo, a personagem da Neytiri consegue tocar, e as cenas finais com os Banchees voando por Pandora é encantadora.

Infelizmente, nada disso conseguiu me tirar a sensação de “Puta merda, já vi isso antes!”.

LIVROS

Conheci o gênio Gabriel García Márquez. Uau. Recomendo, o cara é muito, muito bom no que faz, não é à toa que tem um Prêmio Nobel de Literatura.

Na área da publicidade, Criação sem Pistolão me fez ter certeza de que, por Deus, é isso MESMO o que eu quero fazer da minha vida. Muito Obrigada Carlos Domingos!

Finalmente comecei e terminei de ler O Mundo de Sofia por Josien Garder. Fascinante. O cara vai traçando a história com um jeito muito especial de ensinar filosofia. O livro exige dedicação e concentração para não perder o fio da meada, mas quando a história engaja na sua cabeça, pronto! É só se divertir aprendendo. Leiam , faz bem pra inteligência.

NOVIDADES

No começo do ano estava totalmente sem expectativas. Fim da escola (um ciclo de 11 anos!), inevitavelmente, menos tempo com amigos. E agora? Quem poderá me defender?

Eis que surge a faculdade! Aêêê!

A notícia da bolsa de estudos foi, com certeza, a melhor do ano.

Sonhar eu até sonhava, mas só nessa perspectiva eu poderia estudar na Anhembi Morumbi, no curso que eu quero fazer há tempos e de grátis!

Dear God… *-*

Pra balancear (não apagar) com a falta que algumas coisas fizeram esse ano, eu tive pouquíssimo tempo livre e um grupo ABSOLUTAMENTE fodástico em sala de aula. Colaboradores, divertidos, criativos, e Nerds! Ueeeeba 😀

Sem falar nos professores! E as matérias e, e , e … nossa! A faculdade me trouxe tanta coisa bacana, que nem cabe em um post só.

Trouxe o Tiago Moralles junto com a paixão pelos minicontos, que trouxe, inclusive, esse blog.

Dois mil e nove foi mesmo um ano NOVO (como a gente costuma desejar que seja, todo dia 31 de dezembro).

O ano de trabalhar com um tal de Walter Merege. Gerente de Tecnologia da SEMP e um dos caras mais legais que já conheci. Sarcástico, irônico, seco, inteligente, educado, metaleiro nato, maluco por HQs e Filmes. (é bem possível ser tudo isso, believe me) o/

Me levou pro show do Kiss e fez (sem precisar fazer nada) com que eu viciasse em The Beatles.

Infelizmente, eu não posso colocar aqui tudo que me fez sorrir ou chorar, sorrir E chorar, mas vale o post pra eternizar mais um ano de vida, surpresas e aprendizados.

E eu posso falar, com uma segurança ainda nova para mim, que… poxa vida! Eu cresci.

 A todos, o pior slogan do mundo, de coração: Que 2010 seja 10!

Estado

Um quase-melodrama sobre a amizade

Tantas pessoas já dedicaram tanto tempo de suas vidas tentando definir a amizade! Sim, isso é quase um lamento caros leitores, porque é muito, realmente muito complicado expressar em palavras, gestos, músicas, filmes, etc … a relação entre verdadeiros amigos.

Não me isento desta condição de pensadora , eu mesma já escrevi poemas para quase todos os meus amigos. É claro, nenhum deles ficou realmente bom, digo até que esta série “Poemas para Amigos” foi a pior que já fiz. Porque, mesmo que usasse as palavras mais bonitas e descrevesse belamente os momentos íntimos que tive com cada um deles, nada seria suficiente pra tratá-los com tamanha grandeza da qual eu sempre fui tratada pelos que prezo.

Lá vamos nós de novo, a caminho de mais um texto melodramático sobre a importância da amizade, a singular relação com uma pessoa que está do seu lado pra tudo e blá blá blá …
Não vamos, não.
Eu realmente ficaria horas por aqui se tivesse que falar desse assunto. Tantas águas claras e tantas tavernas, tantas fantasias e realizações e tantas outras privações eu passei, que nem mais sei o que dizer sobre isso. Isso. O ser amigo: fiéis, volúveis, rancorosos, ignorantes, amáveis, compreensivos, inteligíveis, misteriosos, instáveis e permanentes.

Tenho todos eles. E sou muito (muito mesmo), grata por isso.

Abaixo, três pensamentos sobre a amizade que eu postei no meu twitter no Dia do Amigo (20 de Julho, provável potência comercial nos próximos anos ¬¬)

No meio da noite você lembra dele, sorri com isso e volta a dormir com uma inexplicável sensação de alívio pela sua existência.

Provavelmente não vai poder te ajudar em porra nenhuma quando alguém próximo da sua família morrer, mas vai estar por ali. Óh.

É claro que vai insistir pra dormir no colchão quando for pra sua casa. Puta psicologia inversa. E de manhã ainda pisa em você.

A todos os companheiros que estão comigo hoje, que já estiveram e os que voltarão a estar ( I believe), o meu abraço-do-urso-flácido e riso escandaloso.

Gessica com ge em fotos com alguns de seus amigos .