Programa Thompson 20/20 promove diversidade real na publicidade

Programa em parceria com a Empregueafro prevê medidas efetivas para garantir maior equidade racial

Um dos temas mais falados ultimamente no universo da comunicação é a tal da diversidade. Marcas e organizações se mostram em uma corrida maluca em busca de se apresentarem cada vez mais engajadas com causas como a racial, LGBT e outras questões de minorias. Mas o que está sendo feito por trás dessas ações?

Este mês, entre os dias 23 e 26, acontece na agência de publicidade J Walter Thompson a Semana da Equidade Racial. O evento promove o lançamento do Programa Thompson 20/20, criado pela agência em parceria com a Empregueafro – Consultoria em RH e Diversidade, para buscar estagiários nas áreas de criação, mídia, atendimento e planejamento, em um processo seletivo focado na equidade racial, ou seja, na contratação de estudantes negros.

A semana conta com a presença de diversos profissionais engajados com a promoção da diversidade dentro da publicidade, que apresentam palestras e painéis com o objetivo de levar para dentro da casa discussões acerca da importância da pluralidade, não só nas campanhas que vão para a rua, mas nos profissionais que estão por trás delas.

Se você é estudante universitário do 1º ao 3º ano de qualquer curso, pode participar do desafio e tentar uma vaga em uma das maiores agências do país no hotsite do programa.

Todas as apresentações do evento ficarão disponíveis na íntegra nos canais da Thompson Brasil  e da EmpregueAfro no YouTube

Update 21.06.2017: confira o vídeo com os melhores momentos do evento:

 

Vídeo

Dove. De novo.

Acho que uma dos primeiros cases que estudei na faculdade foi sobre a Dove e sua companha da real beleza. Eu lembro que na época, pensei: “Ahn ham, tá, real beleza, uma marca grande dessas? Conta outra.”.

Anos se passaram (eu fiquei velha) e o mote continua aí, inclusive como título do site oficial no Brasil. Eles não desistiram. Eles insistem em dizer que mulheres são lindas como são.

E não é a primeira vez que me emociono com uma campanha da Dove, são várias criações incríveis no canal oficial no youtube, mas obviamente eu não tinha como não me identificar com esta, cujo slogan #LoveYourCurls e o depoimento de garotinhas lindas sobre a autorrejeição de seus cachos encheu meus zóios de água salgada, porque eu já tive as exatas mesmas neuras.

Pois bem: é só da o play aí em cima e preparar o lencinho 😉

Sua filha que se chama Ideia

Li um post no twitter hoje: “como concretizar a criatividade?”, e fiquei me perguntando como pode uma pergunta que está na sua cabeça há dias ser proferida pela boca – no caso, pela timeline – de outra pessoa?

Putsgrila, quando você acha que tem a ideia mais incrível do universo (alguém acha isso?), um santo criativo vai lá e pimba! Transforma a sua genialidade em uma cópia muxuruca.
Às vezes, eu acho mesmo que, assim como as ondas sonoras estão passando por nós sem que possamos vê-las, os pensamentos também trafegam pelo ar e – para o azar de muitos publicitários, por exemplo – entram na cabeça de alguém alheio, ou pior: alguém do seu lado.

Ok, você vai pensar que isso que eu estou dizendo é uma viajem (mais que as das ondas sonoras), que eu provavelmente bebi antes de escrever esse post, ou coisa assim.

Bingo! Para a primeira hipótese. Dizem que viajar faz bem.

Pois então, o que eu quero dizer com esse blá blá blá não é blá blá blá: nesse mundo com tantas cabeças pensantes, é importante que sejamos como nossa mãe assim que nos deu à luz: saiu contando para todo o universo que tinha criado algo novo.

Imagina se ela tivesse escondido a novidade? Que graça teríamos nós? Saca qual é?

Uma ideia é como um filho: tem que ser posto para fora de qualquer jeito.
Esconder uma ideia é ir contra a natureza humana. Viu como é filosófico?
Mas não é para ser filosófico, é para ser prático.

Escrevo isso não só para todos que lerão esse post algum dia, mas também para mim mesma, que – como qualquer criativo – sempre estou grávida. E, muitas vezes, parto uns bichos esquisitos, feinhos, tipo E.T. mesmo.

E, enquanto o meu lado anjinho diz “Assume que o filho é teu”, o diabinho cutuca “Isso não serve para nada”.

Serve. Sempre serve. Mesmo que só para lotar a lixeira do seu PC.

A única serventia que tem uma ideia guardada, é ser agonia de não ter dito nada.  

#etenhodito
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Gessica Borges é publicitária em formação, leitora por vocação, escritora em construção e criativa em constante contradição: tem um montão de idéias guardadas. 

Novo Banner / Logo

Ye Pá.

Escolhi este nome para o meu primeiro blog. Quem saberia dizer o que isso significa?
Acho que ninguém. Pois bem, esse é o nome da “deusa da criação”em culturas indígenas.

A escolha desse nome para o blog não teve nada a ver com pretensão (juro!). Na verdade, eu queria um nome que pudesse ser lincado com sabedoria que, pra mim, é a maior virtude do ser humano. Então, na hora de escolher um nome, ficou essa coisa “da criação” mesmo, pela pressa e porque eu achei lá o nome dessa deusa bacana e simples. Pois bem, mantenho.

Mas e o logo? Ah, o logo! Quando se pensa em ideia, vem logo a imagem de lâmpada na cabeça por causa daqueles malditos desenhos animados. Então, por falta de opção, e por não querer assustar a mim mesma colocando minha foto como banner, eu fiz o que era o logo do blog. Coitado. Tão mal feito e sem graça, uma hora teria que ter fim… e teve.

Na hora de elaborar um novo .. pensei no que pudesse ter a ver com sabedoria, e olha o que me apareceu! Um dos meus animais prediletos, a coruja. A partir daí foi viagem pura: percebi que o olho dela poderia formar a minha inicial “G” (fig. 1), e então mantive a cor amarela (da criatividade, do “iluminar”) e deixei os olhos totalmente redondos, pra dar um tom mais moderno e combinar com o formato da letra, entende? Dupliquei e inverti a imagem … na esperança de deixar mais claro o formato do rosto de uma coruja. Alguns dizem que dá pra perceber, outros não. Fato é que, por experiência livre, preferi manter os dois olhos do animal no logo.

Quando eu quiser simplificar, é só tirar um olho … virar o outro num ângulo de 90º e pronto! Teremos a letra G novamente =D
Blá blá blá, wiska sachê, Gessica, coruja, sabedoria, novo logo e novo banner do blog. É isso:


Para saber mais:

Coruja. Ave de rapina ágil, solitária, observadora e excepcionalmente perceptiva; misticamente falando, é símbolo da sabedoria e inteligência, e também o animal de estimação da conhecida deusa Atena (sabedoria).

Gessica Borges. Mamífero altruísta, porém muitas vezes recluso. Segundo pesquisa de campo com amigos conhecidos há mais de 3 anos, tem como característica marcante a inteligência, dedicação e bom humor.P.S.: Inteligentes todos somos.
“Dedicada” na verdade quer dizer “meio nerd” já que eu sou chata e quase sempre desesperada com trabalhos e provas. Ô fase que não passa! =/

P.S.2: PAINT RULES!! ( Mas preciso aprender a mexer no Photoshop/Corel)

Miniconto 48* – Ferramentas

Tinha três ferramentas que gostava muito: a almofada, a esposa e a filha da vizinha. A vantagem é que elas ficavam bem silenciosas enquanto ele fazia o serviço.


O miniconto de hoje é ilustrado ( óooh!)

É consenso absoluto que uma boa peça publicitária não se explica, não é? Deve ser por isso que eu não investi nessa que está aí em cima, feita para o Prêmio Central do Outdoor deste ano, que tem como tema “Pedofilia. Tem que ter um basta.”

Esse post devia vir antes do dia 11 de setembro, que foi quando acabaram as inscrições, mas o miniconto só me veio na cabeça hoje, então …

Como serviço de utilidade pública eu digo: pra quem não sabe, a pedofilia (tão conhecida) é um comportamento sexual parafilico. O que é isso? Olha só que poético: do grego, para (“fora de”) e philia (“amor”). Atitude que absolutamente tem a ver com amor, isso é a parafilia. Prazer com coisas incomuns, muitas vezes (veja bem, eu disse muitas vezes e não todas as vezes) ligados a perversão sexual, como por exemplo o sadismo ou o masoquismo.

O problema ( do assunto e da peça =S) é que o conceito de parafilia é ainda incerto, por ser tão abrangente. Estão decidindo o que pode ou não ser considerado normal, enquanto isso, é bom que fiquemos “ligados” no assunto, já que é tão comum vermos casos de abuso sexual circulando pelos jornais, televisão, rádio, esquinas, casas visinhas, nossas casas ..

O meio mais eficiente continua sendo DENUNCIAR. Denúncia anônima existe justamente pra inibir o medo de abrir a boca. É isso aí.

PS: Pra quem não acreditava no meu potencial criativo (e minha paciência), a peça foi feita no paint, haha ( Não vale dizer que deu pra perceber :P) PAINT RULES !!!

PS 2: Vai que é tua, Tiago!!!

Miniconto – Lenda Urbana

O homem era muito forte, a pobre se debatia desesperadamente em vão. Após alguns minutos, deu adeus às suas saias prediletas e cedeu à dor quase insuportável. Mesmo depois daquele dia, a garota ainda acreditava na velha história da cegonha.

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A campanha abaixo foi criada pela agência indiana Lowe Lintas para a Vatsalya, uma fundação que luta contra o abuso infantil. Nesse caso, ela cita especificamente os garotos que também sofrem com esse tipo de violência.

 

“One out of six boys is a victim of sexual abuse. You can help. Call. Vatsalya” (Um em cada seis garotos é vítima de abuso sexual. Você pode ajudar. Ligue.)

Agora ela era bixo

Agora ela era bixo, pode?

Aquela menina magricela do cabelo de bombril que, por artimanhas com a diretoria da escola (era o que diziam) foi jogada na 2º série do Fundamental, quase sem passar pela primeira.
Coitada!
Vieram os apelidos.
– Aêêê, “primeira série”! Sabe soletrar a palavra BOCHECHUDA sem errar?

Ela não sabia. Mas acabou aprendendo, pela força do hábito.
Agora ela era bixo, pode?

Aquela estranha que se vestia da cabeça aos pés de vermelho, sentava na primeira carteira, de cara com a professora e mesmo assim falava pelos cotovelos. Na reunião bimestral de pais era sempre a mesma coisa:
– Ela tem ótimas notas, só precisa calar a boca.

Ela não calou. Força do hábito.
Agora ela era bixo, pode ?

Aquela vizinha esquisita, não brincava com as garotas da mesma idade, vivia em casa, trancada à chave, o que gostava fazia lá dentro? Ninguém sabe.
– Oxem,tinha era se entrosar, parece até bicho do mato!

Ela não se entrosou. Eles estavam certos.
Força do hábito?
Agora ela era bixo.

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Me perguntaram o que eu espero do 1º dia de Faculdade.
Resposta:
– De verdade? Só espero que não me pintem muito 😉