Lixos de uma quase sexta-feira

Faz tempo que eu não tenho tempo.

E o pouco tempo que me sobrou nesse final de quinta-feira eu estou usando pra falar de algo que não interessa nem a você, e acho que nem a mim.

Algo que eu nem sei o que é, e que só escrevo pelo prazer do barulhinho das teclas no ecoando pelo quarto, junto com o zum zum zum do meu cooler.

Há tanto para dizer e tão pouco pra escrever. Só coisas assim: sem muito sentido, como essa frase.

Insisto em continuar com o barulhinho:

Posso dizer que moro há 13 anos num bairro que, finalmente, foi asfaltado hoje. (Que vergonha, Brasil!)

Hoje a noite estava absurdamente linda e isso, infelizmente, não combinava nem um pouco com o meu humor cansado.

Estou cansada de usar aparelho.

Ando reclamando tanto para mim mesma sobre todas as coisas, que já não me agüento. Nessas que eu realmente desejo ser Bipolar, como os outros costumam dizer que sou.

Nos últimos dias, cogitei a possibilidade de usar salto, hipótese que foi temporariamente descartada, já que isso não só aumenta o meu potencial de desequilíbrio, mas também não acrescenta nada no meu andar deselegante.

Antes de ligar o computador para escrever esse post inútil, pelo menos umas 15 coisas diferentes passaram pela minha cabeça, e sumiram no segundo seguinte.

Preciso de um gravador, e isso foi a única coisa que descobri nesse bla bla bla todo, que ninguém, nem o Google Reader, quer saber. Além de, é claro, constatar que, realmente, eu não acho bacana posts autobiográficos.

PS: Já já volto com os meus minicontos.

7 thoughts on “Lixos de uma quase sexta-feira

  1. Achamos que devemos 'ter' tempo…
    Vc tem aquele que usa, e só.
    Gosto de posts biográficos, então, o que tem a dizer me interessa.
    Poderia admirar sua beleza de longe, pouco importaria, neste caso, seu humor; se bem que gostaria que ele não estivesse 'cansado'.
    Aparelho?: faz parte.
    'Desequilíbrio'?, 'andar deselegante?', vc não está sendo muito crítica? Não? Hummm
    As coisas somem da cabeça da gente como num passe de mágica, e às vezes, outras ficam enchendo o saco de maneira permanente: coisas da psique…
    Pode voltar aos seus minis, que são ótemos, mas bata um papinho assim, básico, de vez em quando (quem sabe numa dessa vc encontre o amor de sua vida? :P)

    Bjs.

  2. “Só temos o tempo que usamos”, isso é bem legal, Sylvio 😀

    Dos meus defeitos eu sei bastante, Sylvio. Andar equilibrada é uma tarefa árdua para mim, em todos os sentidos.

    Encontrar o amor da minha vida aqui?
    Te dou um doce se isso acontecer.
    (Quem sabe, quem sabe …)

  3. Talvez, um dia, tenha que me dar esse doce…
    De qualquer forma, pensndo bem, quem sou eu para dizer-lhe isso: não encontrei o 'meu' até hoje…
    E, caso tenha encontrado (entre as poucas com quem me relacionei), não percebi…

  4. Anônimo says:

    Como esse post é de 2010 não deve te definir tanto hoje em dia, então tenho algumas perguntas: Já começou a andar de salto? Já comprou o gravador? Bem, vou ler seu blog da cabeça aos pés, mas só vou comentar os seus posts atuais à partir de agora pra jamais ser injusto com você. Após ler tudo faço uma postagem geral te dizendo o que achei, mas já sei que a palavra PERFEITO vai estar no meio da descrição.

  5. Comecei a andar de salto, mas continuo desajeitada. Nada de gravador. E você é muito gentil em usar a palavra PERFEITO, mister anônimo. Se eu não soubesse quem és tu, ficaria de bochecha vermelha rs

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