Horizonte

Um dia, eis que acharei um canto para a dor,

Há de haver um porto para tanto amor

Que me traz você, assim…faceiro.

Você, que me mata aos poucos de fervor e agonia

Esgotando-me num suor frio e delirante

Percorrendo meu corpo com essas mãos macias

Braços sadios, pernas falantes.

Esse sussurrar de poesias,

Com um sorriso quente, que derrete a alma.

Ah, um dia, hei de respirar essa sua calma

Tão segura de si.

Um dia, hei de te abraçar sem estremecer

Hei de te olhar sem enrubescer

Poderei falar, sem falhar, que te amei.

Ah! Um dia,

Emanciparei dessa fantasia.

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