1 Ano de Blog! + Miniconto 65* – Sem Nome.


Aniversário do Blog! E eu só me lembrei agora, já terminando o dia. Desde 27 de janeiro de 2009 pra cá, pensei em sei lá quantas coisas para escrever nesse dia tão especial para o Blogger, que manteve mais uma cliente. Mas aí, veio uma coisa chamada “férias” que estragou com os meus planos!

Não posso escrever nada melhor que “Ye Pá, pra você, muitos posts de vida, com alguma integridade”
Amém.

Provavelmente, quando acabar o fusuê da temporada e começar o balance da rotina, voltarei com novos assuntos, minicontos e mimimis, espero que esse último em pouca quantidade.

Para finalizar, digo que foi realmente uma ótima decisão criar essa página aqui, não só como forma de expressão, mas também como forma de trocar informações com outros pensadores blogueiros. Vale a pena pra qualquer um que tenha algo curioso, interessante, engraçado, emocionante e – por que não? – maluco para dizer. Fica a dica.

E, para não perder o fio de lucidez e ordem, lá vai o miniconto 65* pra adoçar o blog:

Um grande jogador de futebol. Não. Mais poético: um escritor famoso. Isso, é claro, se a mãe não tivesse conhecido o tal Citotec.

Denúncia

À tinta, às pessoas insensatas e aos bêbados, permanecia.

Dura como ferro, apesar de acabada.

(coitada!)

A beleza há tempos já não era a mesma:

O rosto desbotado e humilhado,

O tronco envergado pelo tempo

E pelo vento?

Ah, o tempo!

Sempre tão inconstante e cruel

De repente, escurecia e o céu e aí, haja força!

O sopro furioso da Coisa

Que balançava as estruturas

(por isso a envergadura!)

Por isso a descompostura.

Já sem identidade,

Borrada pela liberdade de expressão

(mas e a educação?)

Não existia.

Só tinha a total falta de respeito

Pela velha placa

Fixada na avenida, esquecida pelos carros indo e vindo

A tudo e a todos resistindo,

Ironicamente implacável.

 

Horizonte

Um dia, eis que acharei um canto para a dor,

Há de haver um porto para tanto amor

Que me traz você, assim…faceiro.

Você, que me mata aos poucos de fervor e agonia

Esgotando-me num suor frio e delirante

Percorrendo meu corpo com essas mãos macias

Braços sadios, pernas falantes.

Esse sussurrar de poesias,

Com um sorriso quente, que derrete a alma.

Ah, um dia, hei de respirar essa sua calma

Tão segura de si.

Um dia, hei de te abraçar sem estremecer

Hei de te olhar sem enrubescer

Poderei falar, sem falhar, que te amei.

Ah! Um dia,

Emanciparei dessa fantasia.