Estado

O meu 2009 e que 2010 seja 10 (?!)

Todo ano é a mesma coisa: fim de ano, renovação, e blá blá blá vida nova .. Ei! Vida nova? A minha já tem 19 anos!!! *suspiro*

Ano passado não teve o último post do ano, porque o blog ainda não fez aniversário, mas esse ano aqui estou eu, escrevendo o que vai aparecer como último da lista nas “postagens de 2009.”

Chamo esse post de “Os 3”. Primeiro porque 3 é um número cabalístico (666), e depois porque listarei a seguir 3 coisas de cada coisa que marcou, para mim, o ano de 2009.

 Nada abaixo é crítica, certo? Já disse que não tenho o dom pra discriminar o que é ou não bom pra humanidade. Até porque, já dizia a minha mãe, gosto é que nem ahnn .. umbigo, cada um tem o seu 😉

 (isso soa bem diplomático, e é pra soar mesmo (Y))

MÚSICA

And the Oscar goes to …

 Ninguém, porque (já disse, caramba!) isso não é uma crítica. Além do mais, cada momento pede uma música, né? Pois é.

 Destaco entre as marcantes “Paciência” do Lenine e Dudu Falcão.

UAU.

A letra me pegou de jeito, porque paciência é uma virtude para poucos, que eu tive que praticar MUITO esse ano.

Paciência pra não abrir a boca

Pra esperar a próxima hora, mês, nota.

Paciência pra lidar com as expectativas (minhas e de todos)

Paciência pra não mandar pra aquele lugar o meu vizinho que resolveu fazer Festa Sertaneja quase todos os sábados do ano. hehe

Ainda com música, tivemos o lançamento do novo CD do 30 Seconds to Mars, uma banda pela qual eu sou apaixonadamente fascinada.

Aliás, “This is War” já está nas lojas de todo o Brasil! … e também nos sites de downloads de sua preferência 😉

E o eletrizante CD “Death Magnetic” do Metallica? PQP, não foram poucas as vezes que eu gritei Cyanide até ficar com dor de cabeça . Foda, foda mesmo. Nem preciso dizer que é imperdível pra quem gosta de Metal, né? Preciso? Tá, então, PORRA! É IMPERDÍVEL!

Já foram 3. E eu nem falei de Rammstein, Kiss, e Diana Krall- Live in Rio (é isso mesmo!).

E … e .. e… bom, gente que ama música tentando escolher “prediletas” é complicado u.u

FILMES

Complicou ainda mais …

God, acho que vou desistir de listar “Os 3”.

(tic tac tic tac tic tac tic tac)

Pronto, desisti.

Mas não posso deixar de falar da minha excitação com Watchmen (tive ataques de prazer na sala do cinema com a excelência com que o Zack Snyder tratou a história Zack, sou sua fã, beijomeliga!

Como uma fã que se preze, também tive crises (não tão prazerosas assim) com Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Apesar dos pesares (com exceção do 3º filme da série, todos os outros excluíram uma parte que, para mim, era crucial pra qualidade da película), eu gosto da direção do David Yates, ele é sombrio e ousado, o que traz pros filmes uma áurea mais “adulta”, por assim dizer.

Bastardos Inglórios (Quentim, meu amor!), Inimigos Públicos, O Lutador, Up.

Felicíssimos filmes, que me deixaram extremamente satisfeita xD

E – notícia de última hora – um gadget será adicionado ali do ladinho na tela, listando os filmes que eu vi (e lembrei de ter visto) esse ano. Isso significa que: por algum motivo eles marcaram. A legenda é:

¬¬ Aff

:S Chatinho / Clichê demais / Perdi meu tempo

🙂 É bom, ein?!

XD ADOREI! (esses vocês podem tomar como indicação, se ainda não conhecerem)

Há alguns já velhinhos, que eu só conheci agora 😛

Segredo: eu guardo praticamente todos os tickets de cinema, por isso lembrei da maioria deles 😀

Avatar? Pô, Avatar é legal. E nada mais que isso. A maior colagem de clichês que eu já vi na vida, uma colcha de retalhos absurdamente comum. Que pena.

E o que eu disse no twitter, repito aqui: O comercial da Centauro em 3D que passa antes de começar, ficou melhor que o 3D do filme todo :S

Não posso negar que o filme tem um visual lindo, a personagem da Neytiri consegue tocar, e as cenas finais com os Banchees voando por Pandora é encantadora.

Infelizmente, nada disso conseguiu me tirar a sensação de “Puta merda, já vi isso antes!”.

LIVROS

Conheci o gênio Gabriel García Márquez. Uau. Recomendo, o cara é muito, muito bom no que faz, não é à toa que tem um Prêmio Nobel de Literatura.

Na área da publicidade, Criação sem Pistolão me fez ter certeza de que, por Deus, é isso MESMO o que eu quero fazer da minha vida. Muito Obrigada Carlos Domingos!

Finalmente comecei e terminei de ler O Mundo de Sofia por Josien Garder. Fascinante. O cara vai traçando a história com um jeito muito especial de ensinar filosofia. O livro exige dedicação e concentração para não perder o fio da meada, mas quando a história engaja na sua cabeça, pronto! É só se divertir aprendendo. Leiam , faz bem pra inteligência.

NOVIDADES

No começo do ano estava totalmente sem expectativas. Fim da escola (um ciclo de 11 anos!), inevitavelmente, menos tempo com amigos. E agora? Quem poderá me defender?

Eis que surge a faculdade! Aêêê!

A notícia da bolsa de estudos foi, com certeza, a melhor do ano.

Sonhar eu até sonhava, mas só nessa perspectiva eu poderia estudar na Anhembi Morumbi, no curso que eu quero fazer há tempos e de grátis!

Dear God… *-*

Pra balancear (não apagar) com a falta que algumas coisas fizeram esse ano, eu tive pouquíssimo tempo livre e um grupo ABSOLUTAMENTE fodástico em sala de aula. Colaboradores, divertidos, criativos, e Nerds! Ueeeeba 😀

Sem falar nos professores! E as matérias e, e , e … nossa! A faculdade me trouxe tanta coisa bacana, que nem cabe em um post só.

Trouxe o Tiago Moralles junto com a paixão pelos minicontos, que trouxe, inclusive, esse blog.

Dois mil e nove foi mesmo um ano NOVO (como a gente costuma desejar que seja, todo dia 31 de dezembro).

O ano de trabalhar com um tal de Walter Merege. Gerente de Tecnologia da SEMP e um dos caras mais legais que já conheci. Sarcástico, irônico, seco, inteligente, educado, metaleiro nato, maluco por HQs e Filmes. (é bem possível ser tudo isso, believe me) o/

Me levou pro show do Kiss e fez (sem precisar fazer nada) com que eu viciasse em The Beatles.

Infelizmente, eu não posso colocar aqui tudo que me fez sorrir ou chorar, sorrir E chorar, mas vale o post pra eternizar mais um ano de vida, surpresas e aprendizados.

E eu posso falar, com uma segurança ainda nova para mim, que… poxa vida! Eu cresci.

 A todos, o pior slogan do mundo, de coração: Que 2010 seja 10!

O fragmento de prosa poética usurpado pelo “Texto Fantasma”

Se você ler o post anterior a este, vai descobrir que acabei me dedicando a escrever sobre a dificuldade de escrever, do que ao que queria realmente escrever. (confuso, assim mesmo :P)
Posto abaixo um pedaço do que estava tentando redigir, é como o making of do conto Texto Fantasma.

Dessa vez, não tem problema se só eu entender o que eu disse, quero deixar registrado para deixar registrado (pra quem é essa teimosia toda? Hahahaha)

“Here Comes The Sun”, dos Beatles, é a música que traduz o exato sentimento do momento, a musica que traduz o que eu não consegui traduzir em palavras (aliás, consegui, mas ficou um desastre!).

Leia ouvindo-a 😉

Foi só um instante, mas foi xD

____

O Fragmento de Prosa poética Usurpado Pelo Texto-Fantasma 

E o imã chegou. Juntando com cuidado cada pedaço de uma sensação há muito não vivida.
A íris distorcida, a pupila dilatada, o olhar prejudicado pelas lágrimas. As mãos juntas em descrença, o coração inflado (e apertado) por segundos suficientes para a respiração falhar.

Quanta surpresa suporta um coração quebrado?

Tum-tum, tum-tum, tum-tum…
Tic Tac, Tic Tac, Tic Tac, Tic Tac…

Naquele instante, o ritmo do tempo pareceu se adequar ao do coração.
Uma nuvem de fogo cobriu o gelo, derretendo até a última molécula de ar, fazendo do minuto – tão atordoante – o melhor em mais de 300 dias congelados. Faltaram palavras, ação, e até um pouco de crença.

Quanta alegria cabe num peito desalmado?

Quem liga? Uma maravilhosa fresta de sol apareceu!
E eu amo o verão.

Texto Fantasma

00:15

Mais uma vez, o cursor piscava desesperadamente na tela do computador.
A música de fundo sorria da cena deprimente: “Just a little patience…”. O copo de café pela metade, as mãos juntas num ritual desconhecido, o olhar distante: meio cansado, meio viajante.

00:30

Mais uma vez, a procura pelas palavras certas no momento errado.
A melodia assoviada parecia zombar da situação, aquilo não era nada tranqüilo e calmo. Apesar do silêncio do lado de fora, a cabeça gritava velhos versos e poesias. Por que quando se quer escrever algo novo, as idéias já usadas vem à cabeça? Não pareciam servir pra nada.

01:00

Mais uma vez, o corpo tenso.
O backspace sendo esmurrado a cada frase mal desenhada. “Não é isso que eu quero dizer!”, o sentimento é sempre muito maior que as palavras, e esse bendito gosto pela escrita que não deixa a tela preta assumir o lugar desse branco – hoje, tão assustador.

01:30

Mais uma vez, uma página.
Uma maldita página que, sozinha (coitada), conseguia destruir tudo o que não foi escrito. A música parou, o café acabou, o ar esfriou. E agora, José?

02:00

Mais uma vez, os motoqueiros começam a curtir a festa.
Todos drogados e felizes, irritando a vizinhança e, aqui dentro, fazendo a cabeça começar a latejar. Ah, não! Só mais um pouquinho! Só mais uns minutos de saúde, antes da derradeira explosão da dor noturna. Os lábios contraídos em sinal de alerta, qualquer coisa que sirva de médium para o coração, qualquer coisa serve.
Mais uma estrofe. Mais um estrago. “Mais café, por favor!”

02:30

Mais uma vez, os olhos percorrem o quarto.
Não pode ser tão difícil assim descrever uma sensação. Não pode ser tão complicado assim ler o coração! Mas é. De repente, uma constatação: o amadurecimento. Os versos pateticamente rimados da adolescência já não servem mais. Uma surpresa tão boa quanto a dessa noite merece coisa melhor que uma recompensa adolescente, ou assim, tão desconexa e confusa, como a mente que escreve esse texto.

03:00

Mais uma vez, a releitura da página escrita, na busca do engajamento literário.
Nada.
As batidas agudas na cabeça aumentam, os cílios superiores criam, de repente, uma atração avassaladora para com os cílios inferiores. A razão (e o que resta da consciência) fica dividida entre a persistência e o aviso de que a jornada de trabalho está próxima.

03:15 (ou 03:30, quem sabe…)

Mais uma vez, a decepção com a perseverança, abatida pela borracha da incapacidade criativa (a essa altura, mais parecida com uma insensibilidade emocional). Mouse movido para o canto superior da tela. E o clique no “x” do desassossego.
“Deseja salvar as alterações?”
Nenhuma vale a pena ser salva.

Finalmente, mais uma vez, o escuro psicodélico dos sonhos e os flashes felizes do desejo.
Quem dera esses pudessem ser salvos…