Miniconto 48* – Ferramentas

Tinha três ferramentas que gostava muito: a almofada, a esposa e a filha da vizinha. A vantagem é que elas ficavam bem silenciosas enquanto ele fazia o serviço.


O miniconto de hoje é ilustrado ( óooh!)

É consenso absoluto que uma boa peça publicitária não se explica, não é? Deve ser por isso que eu não investi nessa que está aí em cima, feita para o Prêmio Central do Outdoor deste ano, que tem como tema “Pedofilia. Tem que ter um basta.”

Esse post devia vir antes do dia 11 de setembro, que foi quando acabaram as inscrições, mas o miniconto só me veio na cabeça hoje, então …

Como serviço de utilidade pública eu digo: pra quem não sabe, a pedofilia (tão conhecida) é um comportamento sexual parafilico. O que é isso? Olha só que poético: do grego, para (“fora de”) e philia (“amor”). Atitude que absolutamente tem a ver com amor, isso é a parafilia. Prazer com coisas incomuns, muitas vezes (veja bem, eu disse muitas vezes e não todas as vezes) ligados a perversão sexual, como por exemplo o sadismo ou o masoquismo.

O problema ( do assunto e da peça =S) é que o conceito de parafilia é ainda incerto, por ser tão abrangente. Estão decidindo o que pode ou não ser considerado normal, enquanto isso, é bom que fiquemos “ligados” no assunto, já que é tão comum vermos casos de abuso sexual circulando pelos jornais, televisão, rádio, esquinas, casas visinhas, nossas casas ..

O meio mais eficiente continua sendo DENUNCIAR. Denúncia anônima existe justamente pra inibir o medo de abrir a boca. É isso aí.

PS: Pra quem não acreditava no meu potencial criativo (e minha paciência), a peça foi feita no paint, haha ( Não vale dizer que deu pra perceber :P) PAINT RULES !!!

PS 2: Vai que é tua, Tiago!!!

O que realmente importa?

Apesar do título aparentemente “polêmico” o poema abaixo não trata de nada político, também não diria que social.
Na verdade, não sei do que o poema abaixo se trata, já que foi escrito em 10 minutos numa sala de aula muito barulhenta. Eu tinha 16 anos e estava realmente entediada com a aula, aí peguei um papel qualquer e fui “telepatiando” o que vinha na cabeça.
Saiu isso aí.

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O que realmente importa?
A beleza meio morta?
Ela entra em sua porta?
Ela chove na sua horta?

O que realmente importa?
A paixão incandescente?
O que o seu coração sente?
Quem você quer de presente?

O que realmente importa?
Você está apaixonado?
Pela vida ou por um lado?
Só o lado comentado …

Quem te invade a porta?
A beleza de não ser morta?
A alegria mórbida?
O conformismo importa?

O que é ser belo?
O cabelo?
O camelo?
Seu espelho te reconhece?
Me confessa a sua prece!

O pé feio
Nariz no meio
Da cara murcha
Parece a Xuxa
Cara de bruxa!

A Keka
A Cuca
A Luka
“To nem aí!”

O que realmente importa?
Você não me suporta?
Eu passo na sua porta?
Eu nasço na sua horta?

Cara de cú
Bunda de cara
Torta na cara!
A cara torta …

O que realmente importa?
O meu conceito?
O seu direito?
Você não gosta?
Cianureto.