A Hora do Planeta

Muitos já devem ter ouvido falar, mas lá vai mais uma notícia que é veiculada em dezenas de meios de comunicação ( até com ajuda de celebridades, empresas privadas, etc.)

A Hora Do Planeta

É bem simples: a ação consiste em desligar as luzes da sua casa por 60 minutos num dia e hora pré-determinados. É um apagão do bem .
Dessa vez, o dia escolhido foi dia 28 de março (sábado) das 20h30 às 21h30.Esse movimento serve como influência (pressão, na verdade) para que as autoridades mundiais assinem um possível Acordo Global do Clima, que – como tantos outros- tem por objetivo reduzir a emissão dos gases de efeito estufa na atmosfera, reduzindo os efeitos do aquecimento global.É isso aí, o clichê mais usado no mundo é muito verdadeiro: pequenos atos realmente fazem a diferença.

Aproveitando pra divulgar o site: http://www.abeautifullie.org/.
Idealizado pela banda 30 Seconds to Mars, ele denuncia abusos contra animais, movimentos que prejudicam a natureza, etc.
Além disso, eles divulgam no site projetos de ações simples que podem ajudar na preservação do meio ambiente e, de quebra, ( pra quem gosta do som da banda e tem a sorte de morar perto de onde os shows acontecem) eles “sorteiam” ingressos e passes pra sessão de autógrafos – que sempre realizam depois dos shows. É só participar.

Sou

Resgatando mais um poema da poeira nos meus papéis …
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Nada mais que a importância
Dessa insignificância
Que recobre o meu ser
Sou o não entender nada
Disso que vive em mim

Essa pele que reveste
Este corpo que me assola
Nessa mente que vigora
No espírito que outrora
Não foi de ninguém

Esse rosto que abriga
Esses olhos que envoltam
Essa íris distorcida
Dessa visão distinta
Do nada que nunca foi

Essas mãos desesperadas
Nessa busca retratada
Nesses versos sufocantes
Essas voltas tão errantes
Que descobrem-se amantes
Da matéria esquisita: Eu.

Sou o que fui, e o que serei
Mas nunca o que já sou
Nesse contrato vitalício
Dessa mutante arte de redescobrir-me
É que se encaixa a minha existência

Essa sou.

Escrito em 15/07/2008 ( 14:58pm)

Lúgubre Grifo

O que te leva a insistir no que te angustia e de mim te priva?
Diz-me, amada querida, o que te faz preferir morrer à deriva?
Onde se esconde o desejo outrora tão encarnado?
Ainda existe a beleza por trás do vaso quebrado, eu sei que existe.

Sufocando a saudade no torpor do caminho.
Esganando a verdade no coração sozinho.

Onde arrumaste esta corda que só faz machucar, minha amada?
O pouco tempo que tens só está a passar, e tu marcada.
Cicatrizes não podem ser apagadas, mas pegadas podem se aliviar
O sentimento não morre enquanto se quer lutar.

O que te faz perder o que te faz amar?
Como encontrar coragem onde o vazio está?

Perdeu o jeito de se renovar, amor meu?
Mais uma vez, tarde demais? Eu sou seu.
Peço-te: não se engane e nem fuja menina.
Acasos não determinam uma sina.

Invalidez induzida na estrada comprida.
Morte poética na métrica da vida.

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“Há entendimentos longe de nossas explicações
Há explicações longe de nossos entendimentos”¹
¹ Sir Raphael Trevilato